quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Encerrada num mundo de elocubrações sobre tudo e todos, ela muitas vezes não conseguia dormir mesmo que seus olhos ardessem como fogo e o seu corpo doesse em todos os seus ossos pedindo um descanso.
Um turbilhão de imagens, emoções, suspeitas e considerações passavam pela sua mente como o tradicional cinema mudo.
Expectativas, desejos não realizados, culpas, sentimento de fracasso.
Quando tudo isso iria acabar ?
A sensação de oscilação e de estar num mar revolto que leva e traz sem avanço a nenhum lugar estável é desconfortável.
Olhares e indiretas, comentários e "deverias" circundam e só acumulam cenas para o filme mudo que não cansa de reprisar todas as noites e muitas vezes todos os dias.
É certo que a vida é feita de momentos bons e ruins e que nada dura a eternidade e ainda tudo é processo.
Deus !
Processo !
Nunca tem uma conclusão ?
Nunca uma parada de descanso ?
Até quando ?
Interrogações e exclamações fazem parte desse mundo paralelo que ao fim de tudo não possui dia ou noite e sim um acumulado de horas e horas e horas ...

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