sexta-feira, junho 05, 2009

Fui dormir ontem e acordei hoje meio triste...
De vez em quando ganho um tapa de tristeza que me faz ficar mais pensativa do que já sou por natureza.
Deveria ter estudado Filosofia Científica, assim eu me emaranhava no mundo muito além além e ficava por lá.

Como toda criatura normal, sou influenciável pela mídia e agora nos últimos meses tenho acompanhado a novela das seis horas ...
Paisagens belíssimas de fazendas ricas e gado gordo, cavalos imponentes e costumes de cidade do interior. Me deu vontade de ser uma simples matutinha de tranças e preocupada apenas em aprender a cozinhar pra "agarrar marido pelo bucho", tão mais fácil do que pensar não é?
Ser simplismente uma "prenda bonita".

Aí, envolvida nessa fantasia (de vez em quando preciso sair do puramente real), fiquei escutando as músicas da trilha da novela. Tem uma em especial que não sai da minha cabeça. Sei que é meio aldeia global, mas hoje num tô muito pra críticas não.
Aí vai a letra:

De onde é que vem esses olhos tão tristes?
Vem da campina onde o sol se deita.
Do regalo de terra que o teu dorso ajeita.
E dorme serena, no sereno e sonha.

De onde é que salta essa voz tão risonha?
Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do mato, do medo, da perda tristonha.
Mas, que o sol resgata, arde e deleita.

Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino, é tua senda, onde nascem com as canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história
Fogo que queima na memória e acende os corações.

Sim, dos teus pés na terra nascem flores.
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar.

Sim, dos teus olhos saem cachoeiras.
Sete lagoas, mel e brincadeiras.
Espumas, ondas, águas do teu mar.

Paula Fernanda

Se eu pudesse passava uma semana numa fazenda de casa grande, acordando cedinho e conhecendo a vida do interior mais de perto. Andaria muito a cavalo pelas terras vizinhas, desceria à beira do riacho pra descansar e tirar uma soneca sob a sombra de uma frondosa árvore. Chegava na casa grande pra almoçar e depois ficar lendo e escrevendo no terraço até a hora da janta, ou quem sabe visitar os serviços da fazenda. De noite, um vinho pra esquentar e as estrelas pra contar.
Uma semana me bastava.
Muita conversa, aliás, muita "prosa", "causos", histórias de assombração e modas de viola.
Acho que tô precisando tomar um chá de sumisso...
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