quinta-feira, março 28, 2013

Tem alguém aí?

Estava aqui lembrando-me de quando comecei o meu blog. Já faz algum tempo e, em meu primeiro post fui
logo dizendo que iria escrever o que me desse na telha e não estaria preocupada com as críticas positivas ou negativas, mas em apenas me expressar.
No começo recebi elogios, dizendo que escrevia bem e que algumas pessoas se identificavam com o que eu escrevia e se sentiam bem ao ler meus escritos.
Fui perdendo essa habilidade ao longo do tempo e este blog transformou-se mais num diário do que num blog onde ponho as minhas opiniões pessoais sobre todo e qualquer assunto.
Uma pena...
Descrevi meus dias como uma adolescente bobinha.
Briguei com algumas pessoas que me fizeram mal, trocando farpas desnecessárias, me trocando com uma pessoa doente de espírito.
Ataquei amores passados com palavras, fotos e músicas postadas como recados indiretos.
Imagens através das quais eu tentava me mostrar discretamente, mas...
Mostrar-me para quem?
Ninguém comenta, ninguém desdiz ou concorda comigo.
Não sou nenhuma atriz famosa para ser seguida e ter meus dias esmiuçados por outras pessoas.
Posto frases e pensamentos de outras pessoas, geralmente dos literatos famosos para me dizer...
E agora sinto-me uma bobona.
Mas, pensando bem...
É uma forma de expressão e alívio de minhas tensões.
Gostaria que lessem, comentasse, criassem um diálogo comigo.
Mas, cada dia que passa me vejo como alguém que está agora neste mundo para ser solitária e ter poucos ao meu redor.
Tem gente assim, que vive sozinho no mundo de milhões.
Acorda, toma café da manhã, sai, vai ao mundo, interage, volta, toma banho, almoça, fica em casa, sai, interage de novo e assim, anoitece e amanhece.
Alguém sabe o número de telefone desta pessoa?
Ninguém.
Parei de ler por um tempo.
Por um tempo dediquei meu tempo a uma pessoa.
Erro!
Não sei bem distribuir as coisas  na minha vida.
Paciência...
A falta de leitura me deixou mais ignorante.
Defeito.
Volto a ler.
Consolo!!!
As pessoas continuam longe, muito longe de mim. Apensa superficialmente aproximadas.
Talvez eu seja repugnante.
Talvez não. Seja apenas tímida, antiquada e fora do meu grupo de referência.
Vou tentar mudar.
Porque eu quero.

4 comentários:

Marco DiFerreira disse...

Oi Andrea, Essa nossa vida eh assim mesmo: momentos de solidao, momentos em que connectamos com outras pessoas em diferentes niveis, mas no final, somos todos parte de um mundo maior dentro de nossas proprias cabecas tentando achar alguem que nos ententa, mas nesse nosso mundo moderno de tantos meios de comunicacao, as pessoas abacam se isolando mais e mais e muitas vezes falando e gritando suas verdades ao vento, o que me faz lembrar daquela cancao antiga que dizia " the answer, my friend, is blowing in the wind:"...Fica bem... Beijos

Andréa Aragão disse...

Marquinhos,
Você tem razão. O meu texto foi bem um desabafo mesmo.
Eu estou bem, mas, como todo ser humano sou gregária e atualmente tenho que ficar um pouco reclusa (estudos+recessão $+coração dilacerado).
Mas, acredito piamente que logo estarei bem. Confio nisto e desejo isto.
E quando a gente deseja, acontece !
Um beijo em você com muito carinho.

Anônimo disse...


As coisas que queremos são simples, e estão muitas vezes ao lado e não vemos?

Andréa Aragão disse...

Talvez sim. Mas, muitas vezes estamos cegos. Porém, acredito que um dia enxergaremos. Ou se não... é porque não era pra ser.