quarta-feira, outubro 03, 2012

Amo minha cidade !

Fazia tempo.
Fazia tempo que não caminhava pelas ruas do Recife em pleno movimento de uma quarta-feira ensolarada.
Dia lindo !
Fresquinha do banho e perfumada, pus os meus pés nas ruas.
Saindo da Rua do Sossego, pela Av. dos Palmares rumo à Av. João de Barros. De lá, segui para Rua das Ninfas passando pela Av. Conde da Boa Vista. Saindo do meu compromisso nas Ninfas, caminhei sob o sol do meio do dia pela Conde da Boa Vista. Transeuntes diversos, movimento, agitação, calor, barraquinhas onde de tudo se vende. Grandes magazines, locutores me chamando para entrar nas lojas de roupas de segunda categoria.
Continuo caminhando...
Calçadas quebradas, desniveladas, sujas de papel, pets, água em pequenas poças. A reta é longa.
Cruzei as Ruas da Soledade, Gervásio Pires, Hospício, Sete de Setembro. Cine São Luiz. Lindo !!!
Parei no sinal da Rua da Aurora. Abriu.
O vento da correnteza do rio me deu o alívio do calor. Meu vestido voou !!
Uii !!! uma Marilyn de cabelos castanhos e que fala "Oxe"!
A ponte Duarte Coelho estava deliciosamente agradável de atravessar.
Av. Guararapes. Para muitos, a visão do inferno. Que nada !!!
Me juntei à Capiba e esperei o guarda (parecido com o guarda Belo) me chamar para atravessar a Rua do Sol. Eu ali, juntinho de Capiba na sua varandinha.
Entro na Av. Guararapes e a passos largos passo pelos Correios e Telégrafos, Pracinha do Diário. Ali impera diversos cheiros: picolé de saquinho, frituras, pipoca, gás carbônico dos escapamentos dos ônibus, perfumes das lojas e o calor do sol.
Chego à esquina da Rua do Imperador. Quase que páro no D. Pedro para almoçar aquele bacalhau! Desisto e atravesso também a Rua Martins de Barros em direção à ponte Maurício de Nassau. Maré alta vento na cara e chego à frente do Paço Alfândega - Rua Marquês de Olinda.
Penso... o dia está tão lindo... vou almoçar no Boteco e Bistrô no Marco Zero - Armazém 11. Pego a Av. Alfredo Lisboa e chego lá.
À beira da bacia do porto... céu azulzíssimo (existe este superlativo?), comida boa, pessoas bonitas e uma dose de drambuie pra ajudar a digestão.
Pronto !
Fechei a minha tarde na Refazenda.
Amo a minha cidade !

2 comentários:

Anônimo disse...

As coisas/momentos não se muda?

Andréa Aragão disse...

Caro anônimo, existem prazeres na vida que não precisam mudar.
Desejo ter muitos momentos como este que descrevi.